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domingo, 19 de julho de 2026

Copa do Mundo de 2026 tem alta de 5% de audiência na TV aberta, mas Globo perde 22% do público

A Copa do Mundo de 2026 chega ao fim neste domingo (19), registrando um crescimento tímido, porém relevante, de público na televisão aberta brasileira em comparação com o Mundial de 2022. A entrada do SBT nas transmissões contribuiu diretamente para o saldo positivo geral, enquanto a Rede Globo sentiu os impactos de não deter mais a exclusividade dos direitos de transmissão na mídia.

 

De acordo com dados de audiência obtidos pelo jornal Folha de S. Paulo, no principal mercado de referência para o mercado publicitário e televisivo do país, a média geral de todas as partidas exibidas pela Globo foi de 17 pontos. Ao somar o desempenho da Globo com os 6 pontos de média registrados pelo SBT, a TV aberta alcançou uma média consolidada de 23 pontos na região durante o torneio.

 

Em 2022, quando a Globo transmitiu a competição de forma exclusiva na TV aberta, a média geral foi de 22 pontos. O cenário atual  Apesar do resultado geral positivo para a TV aberta, a comparação direta entre os jogos exibidos de forma isolada pela Globo em 2026 e o seu desempenho no Mundial do Qatar (2022) aponta uma queda de 22% na audiência média da emissora carioca.

 

Fatores como o fuso horário e os horários das partidas influenciaram o desempenho de público. Alguns confrontos ocorreram durante a madrugada no horário de Brasília, repetindo uma dinâmica de programação que já havia ocorrido em 2022, quando houve partidas transmitidas às 7h da manhã.


Do Portal Bahia Notícias/Galvão Bueno e Everaldo Marques | Fotos: Reprodução / SBT / TV Globo


Deu Touro! Fluminense de Feira vence o Feira FC e volta à elite do Baianão após cinco temporadas

O Fluminense de Feira está de volta à elite do futebol baiano. Neste domingo (19), o Touro do Sertão venceu o Feira FC por 2 a 0, no Estádio Alberto Oliveira, o Joia da Princesa, e garantiu o acesso à Série A do Campeonato Baiano de 2027.

 

A partida foi válida pelo jogo de volta da semifinal da Série B do Baianão. Como o confronto de ida, disputado na Arena Cajueiro, terminou empatado por 0 a 0, o triunfo em casa confirmou a classificação do Fluminense para a decisão e, consequentemente, o retorno à primeira divisão estadual.

 

O acesso foi encaminhado ainda no primeiro tempo. Tiago Recife abriu o placar aos sete minutos da etapa inicial. Pouco depois, aos 15, Erick Daltro marcou o segundo e ampliou a vantagem do Touro do Sertão no clássico feirense.

 

Com o resultado, o Fluminense de Feira encerra um período de cinco temporadas fora da Série A do Baianão. O clube havia sido rebaixado na edição de 2021 e disputou a segunda divisão estadual de 2022 a 2026.

 

O retorno à elite marca um passo importante para o clube, que chegou perto do acesso nas cinco temporadas anteriores, mas não conseguiu confirmar a vaga.

 

Além do acesso, o Fluminense de Feira também segue na briga pelo título da Série B do Baianão. Na final, a equipe enfrentará o SSA FC, que garantiu classificação ao vencer o Barreiras por 3 a 1 no último sábado (18).


Do Portal Bahia NotíciasPor Thiago Tolentino, de Feira de Santana/Foto: Maurícia da Matta / Bahia Notícias

Propostas de reforma da Previdência defendem aumento da idade mínima, mudança no MEI e bônus para mulher

Uma nova reforma da Previdência pode incluir o aumento da idade mínima na aposentadoria até chegar aos 67 anos, mudanças na alíquota de contribuição do MEI (Microempreendedor Individual) --diferente do que o governo está propondo-- e pagamento de adicional para a mulher com filhos.

É o que defendem estudos feitos por especialistas de institutos como o CDPP (Centro de Debate de Políticas Públicas) e o IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social), que propõem ainda alteração na regra de reajuste do salário mínimo, com alta acima da inflação hoje, e o fim das aposentadorias especiais (incluindo a de militares) e de regras diferenciadas entre categorias.

 

As mudanças ocorreriam de duas formas. A principal delas seria nas normas. A outra é no sistema, que deveria passar do atual modelo de repartição para a criação de uma camada de capitalização. Além disso, haveria a necessidade de acabar com as desonerações e se criar formas de combate a fraudes e sonegação, em especial no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
 

As alterações só seriam possíveis caso Congresso e governo aceitassem os estudos e colocassem uma nova reforma da Previdência em votação. A última foi aprovada há menos de dez anos, em 2019.
 

As centrais sindicais também debatem o envelhecimento da população, mas sem projeto de reforma. O tema, no entanto, é considerado impopular em ano eleitoral. "Os candidatos não têm nenhuma proposta concreta. Se eu fosse eles, também não falaria. O ciclo eleitoral é isso mesmo", afirma o economista Paulo Tafner, presidente do IMDS.
 

"A reforma em 2027 é desejável. Em 2031 será inevitável, porque não dá para esticar isso", diz Fábio Giambiagi, pesquisador da FGV (Fundação Getulio Vargas), que fez parte dos dois grupos de estudo.
 

O envelhecimento acelerado da população é o principal fator por trás dos estudos, somado às mudanças no mercado de trabalho, com pejotização e uberização. Nas últimas décadas, a taxa de fecundidade caiu para menos de dois filhos por mulher, enquanto a expectativa de vida aumentou mais de 20 anos.
 

Em três décadas, estima-se que serão acrescentados 32,5 milhões de novos beneficiários apenas ao INSS. Hoje, o instituto paga cerca de 42 milhões de benefícios, número que não inclui servidores públicos de regimes próprios, nem Legislativo, Judiciário e Forças Armadas.
 

Estima-se ainda que a necessidade de financiamento do RGPS (Regime Geral de Previdência Social), ou seja, o déficit, suba de 2,49% do PIB em 2026 --mais de R$ 330 bilhões-- para 10,41%, em 2100. Hoje, os benefícios do INSS representam 8,26% do PIB. Em 2100, o índice deve superar os 16%.
 

Pelas propostas, a idade mínima da aposentadoria subiria de forma progressiva. "O mundo inteiro está aumentando a idade mínima, e o Brasil terá de fazer o mesmo", diz o consultor da Câmara dos Deputados Leonardo Rolim, que também participou dos dois estudos.
 

As exigências aumentariam entre três e seis meses toda vez que a tábua de mortalidade do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) acrescentar mais um ano na expectativa de vida.
 

O brasileiro se aposenta hoje com 61 anos, em média, segundo dados da Previdência. Desde 2019, a idade mínima para se aposentar é de 65 anos, para homens, e 62, para mulheres, para quem entra no mercado de trabalho. Quem já estava contribuindo tem regras mais vantajosas na transição.
 

Os estudiosos também defendem reduzir diferenças entre categorias, aproximando as normas de trabalhadores urbanos e rurais, e revendo aposentadorias especiais, como as de professores, policiais e militares. Para as Forças Armadas, parte dos especialistas sugere manter regras diferenciadas pelas características da carreira, mas sem aposentadoria integral para quem deixa a atividade mais cedo.
 

Em 2030, haverá mais pessoas acima de 60 anos do que crianças e jovens até 14 anos, e, em 2050, a curva da Previdência começa a mudar, com pouco mais um brasileiro ativo para cada beneficiário do INSS. Hoje, são dois para um. "É como se cada brasileiro adotasse dois filhos", diz Tafner.
 

Para as mulheres, há duas frentes, a que defende manutenção de idade menor na aposentadoria, já que a mulher fica mais tempo fora do mercado de trabalho para cuidar dos filhos e recebe salário menor, e há os que querem um adicional por filho.
 

Conforme explica Tafner, o bônus seria limitado a três filhos, elevando o valor da aposentadoria como forma de reconhecer os impactos da maternidade na carreira. Modelos semelhantes já existem em outros países e há proposta aprovada em comissão na Câmara dos Deputados neste sentido, de adicional de 5%. Os gastos, no entanto, não foram detalhados.
 

Outro ponto considerado prioritário é a alteração nas regras do MEI. Hoje, o trabalhador contribui com uma alíquota de 5% sobre o salário mínimo e, ao se aposentar, recebe um salário mínimo como benefício. O ganho é de quase 20 vezes o que ele investiu, a depender de quanto tempo passará recebendo o benefício, e o déficit projetado para as próximas décadas passa de R$ 1,8 trilhão.
 

A sugestão é que a alíquota de contribuição aumente para 11%, como era quando o regime foi criado. As alterações no teto do modelo, como o governo está propondo --dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil em 2028-- deveriam ser condicionadas a outras normas, como alíquotas diferenciadas conforme o grau de escolaridade.
 

O economista Rogério Nagamine --também participante dos dois grupos de estudo de Previdência-- afirma que a contribuição atual do MEI é simbólica e insuficiente para garantir o equilíbrio do sistema. Tanto ele quanto Rolim acreditam que o percentual incentiva a migração de trabalhadores para uma modalidade com menor contribuição previdenciária e leva empresários a fraudar o sistema, contratando MEIs em vagas com característica de carteira assinada, na pejotização.
 

Segundo Nagamine, o número de inscritos no MEI cresceu de 44 mil no final de 2009 para os cerca de 16,3 milhões atuais, um acréscimo de cerca de 1,1 milhão por ano, mas a taxa de inadimplência é alta, e cerca de 50% deixam de fazer o pagamento da guia de contribuição.
 

O total de MEIs com ao menos uma contribuição no ano subiu de 995 mil, em 2011, para 8,7 milhões em 2023, aumento de nove vezes em 12 anos.
 

Outra mudança considerada fundamental é a revisão da política de reajuste do salário mínimo, já que cerca de dois terços dos benefícios previdenciários são vinculados a ele. Técnicos afirmam que manter aumentos acima da inflação pressiona as despesas do INSS em um momento de rápido envelhecimento da população.
 

Uma das alternativas discutidas é criar regras diferentes para o reajuste do mínimo usado como referência para benefícios e para os salários pagos no mercado de trabalho, mas não há consenso.
 

Clemente Ganz Lúcio, coordenador do Fórum das Centrais Sindicais e ex-diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico), afirma que não faz sentido discutir a redução da valorização do salário mínimo sem debates sobre como financiar a Previdência diante das mudanças no mercado de trabalho.
 

"O salário mínimo não é o problema da Previdência. O desafio é redesenhar o financiamento, porque a forma de trabalhar mudou. A pejotização, o trabalho por aplicativos e a informalidade estão corroendo a base de arrecadação."
 

MUDANÇA NO SISTEMA
 

O principal ponto convergente entre os especialistas é que uma nova reforma não deve prever apenas alterações nos parâmetros, como ocorreu em 2019, mas mudar o sistema. A ideia é a criação de um modelo misto, mantendo a repartição --em que os trabalhadores da ativa contribuem para a aposentadoria dos mais velhos--, e criando uma camada de capitalização.
 

Seriam três pilares: um básico, de proteção social; um segundo, de contribuições obrigatórias ao INSS e com aposentadoria semelhante a como é hoje; e um terceiro, de capitalização direta, onde cada trabalhador teria uma conta individual, na qual parte da contribuição seria aplicada e acumulada ao longo da vida.
 

Neste modelo, o valor da aposentadoria dependeria do montante poupado e da rentabilidade do investimento. Para os defensores da proposta, haveria redução da pressão sobre as contas públicas e o modelo aproximaria o Brasil de sistemas adotados por países como Suécia e Itália, fugindo do que ocorreu no Chile, que tem hoje aposentadorias e pensões insuficientes.
 

Os especialistas também concordam que as mudanças deveriam começar a ser debatidas já em 2027 para se chegar a um consenso sobre o que é melhor para a sociedade. Se nada for feito, em 2031, cortes de gastos serão inevitáveis.
 

VEJA PROPOSTAS EM DEBATE PARA UMA REFORMA DA PREVIDÊNCIA
 

Idade mínima na aposentadoria
 

- A idade mínima deveria subir conforme a expectativa de vida do brasileiro, partindo dos atuais 65 anos para homens e 62 anos para mulheres
 

- Haveria uma espécie de gatilho automático para aumentar entre três meses e seis meses a idade da aposentadoria a cada ano de vida que o brasileiro ganhasse, conforme a tábua de mortalidade do IBGE
 

- A idade mínima ideal ficaria em 67 anos para homens e mulheres
 

Bônus para mulher com filho
 

- Com regras de aposentadoria iguais para homens e mulheres, como idade mínima de aposentadoria de 67 anos (ou outra idade, a definir), a mulher receberia um bônus por filho
 

- O valor não foi divulgado, mas seria limitado a até três filhos por mulher
 

- Essa seria uma forma de corrigir as distorções hoje no mercado de trabalho causadas pela perda de renda que as mulheres têm após a maternidade
 

- Também seria uma forma de ajudar na questão da queda da natalidade, chamada de "revolução silenciosa" na proposta do IMDS
 

- Projeto semelhante foi aprovado em comissão da Câmara dos Deputados, prevendo adicional de 5% por filho, limitado a 15%
 

MEI (Microempreendedor individual)
 

- O regime do MEI seria mantido, sem aumento do teto nem do número de empregados a serem contratados, mas com alíquota de contribuição maior
 

- A alíquota deveria subir dos atuais 5% para 11%, como era quando o modelo foi criado em 2009
 

- O percentual de 5% foi definido por Dilma Rousseff em 2011 e é considerado por estudiosos como errôneo por se tratar de uma alta renúncia de receita, já que o MEI é subsidiado
 

- Outra proposta é para que haja tipos diferenciados de MEIs; neste caso, o teto poderia ser maior conforme a categoria e com alíquota de contribuição maior também
 

- Na categoria básica, de alíquota menor (11%), se enquadrariam profissionais com diploma de ensino fundamental e/ou médio
 

- Profissionais com diploma de curso superior seriam enquadrados em categoria diferente, com alíquota de contribuição maior
 

Salário mínimo
 

- A pressão nas contas públicas feita pelo salário mínimo, que também é o piso dos benefícios previdenciários, justificaria mudanças nas regras atuais, dizem os especialistas
 

- Hoje, o salário mínimo tem reajuste que considera a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) mais a variação do PIB (Produto Interno Bruto), limitada ao crescimento do arcabouço fiscal até 2,5%
 

- Há um grupo que defende o fim do reajuste real, com correção apenas pela inflação, e desvinculação dele do piso de benefícios da Previdência
 

- Outro grupo defende a possibilidade de um salário mínimo maior para o mercado de trabalho, com reajuste real, conforme a produtividade, e desvinculação do mínimo do piso dos benefícios, que teria apenas a correção pela inflação, mas mantendo patamar atual de valor
 

- O grupo liderado pelas centrais é contra o fim do reajuste real, que vê como política de inclusão social
 

- Há entendimento, porém, de que se a massa salarial do Brasil subir, o salário mínimo no mercado de trabalho poderia corresponder a até 70% dessa massa, como ocorre em países da Europa, e, neste caso, o piso dos benefícios seria um pouco menor
 

Fim das aposentadorias especiais
 

- Aposentadorias especiais para trabalhadores rurais, professores, policiais civis, militares e Forças Armadas deixariam de existir
 

- Os trabalhadores se aposentariam com idades iguais à dos demais segurados, que subiriam dos atuais 65 anos, para homens, e 62 anos para mulheres, chegando a 67 anos para todos
 

- Há um grupo que defende a possibilidade de manter benefícios especiais, como a própria aposentadoria especial do INSS e dos militares, mas com a instituição de idade mínima no benefício
 

- Nestes casos, a idade mínima seria um pouco menor do que a dos demais beneficiários da Previdência
 

- Além disso, cairia a trava que impede esses profissionais de atuarem no mercado após a aposentadoria; poderiam voltar ao mercado de trabalho e contribuir
 

Fim do regime de repartição e criação da renda básica na aposentadoria
 

- O sistema de repartição, como há hoje, em que os jovens no mercado de trabalho pagam o benefício de quem se aposenta, deixaria de existir em parte no novo modelo
 

- O Brasil adotaria uma Previdência em camadas, com três sistemas --dois deles integrados à Previdência Social--, sendo que a primeira camada paga uma renda básica de aposentadoria para todo brasileiro após uma idade mínima
 

- Esse valor ainda não foi definido, mas poderia ser algo entre R$ 600, como no Bolsa Família, e até o salário mínimo, hoje em R$ 1.621
 

- Com isso, o BPC (Benefício de Prestação Continuada), renda assistencial paga a idosos e pessoas com deficiência em vulnerabilidade social, deixaria de existir
 

Capitalização obrigatória no INSS entre o salário mínimo e o teto da Previdência
 

- Trabalhadores com renda entre um salário mínimo e o teto da Previdência Social pagariam contribuições obrigatórias sobre estes valores, conforme tabela de contribuição, e teriam direito a um complemento na aposentadoria básica após a idade mínima
 

- Esse sistema seria gerenciado pela Previdência Social e INSS e regimes próprios e continuaria sendo de repartição, com os jovens no mercado sustentando os benefícios dos mais velhos e contribuindo para seu próprio benefício no futuro
 

Capitalização para quem ganha acima do teto da Previdência
 

- Quem recebe salário maior do que o teto do INSS teria uma terceira camada de capitalização obrigatória, gerenciada por empresas privadas de previdência complementar
 

- As regras da previdência complementar continuariam sendo definidas pelo governo
 

Fim das desonerações
 

- Setores que hoje têm desoneração, como escolas, hospitais e igrejas, perderiam a isenção total de impostos Neste caso, alíquotas de pagamento podem ser diferenciadas, mas não haveria isenção total
 

- Os estudos mostram que há hospitais de elite que recebem o benefício por serem entidades filantrópicas, mas que não oferecem amplo atendimento a pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde)
 

Combate à sonegação e à pejotização, e taxação dos aplicativos
 

- A nova reforma deve prever formas de combate à sonegação e à pejotização, além de pagamento de contribuição por parte das empresas de aplicativos e dos trabalhadores
 

- Empresas que tentarem fraudar o contrato de trabalho pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) pagariam multas. Isso ocorreria caso contratassem "pejotas" ou MEIs em vagas que requerem vínculo formal
 

Combate a fraudes na Previdência
 

- O combate a fraudes em benefícios previdenciários seria constante, com mecanismos de tecnologia que acabassem com essa possibilidade
 

- A mesma regra valeria para revisões de benefícios, com corte da renda para segurados que se recuperam de doença ou acidente de trabalho, por exemplo, assim como para servidores e demais categorias
 

- Entram no combate a fraudes os golpes para obter aposentadoria rural, no Atestmed e em outros benefícios
 

- Também devem ser combatidas fraudes como as da Operação Sem Desconto, na qual sindicatos e associações descontavam mensalidades associativas de aposentados que não tinham autorizado
 

- Golpes no consignado devem ser punidos com multas para bancos e financeiras que fizessem descontos ilegais, sem autorização do aposentado ou pensionista
 

Este é o novo capítulo da série sobre Longevidade da Folha. As reportagens discutem o impacto do envelhecimento nas contas públicas, a pressão sobre o sistema de Previdência e as transformações no mercado de trabalho. Especialistas também abordam desafios e oportunidades para empresas de áreas como habitação, turismo e varejo, bem como reflexões sobre o que significa viver mais e melhor em meio ao aumento do custo de vida.


Do Portal Bahia Notícias/Por Cristiane Gercina | Folhapress/Foto: Reprodução Associação Nacional dos Servidores Públicos, de Previdência e d



Ferran Torres decide na prorrogação, Espanha vence Argentina e conquista o bicampeonato da Copa do Mundo

A Espanha é bicampeã da Copa do Mundo. Neste domingo (19), após amplo domínio sobre a Argentina, a seleção espanhola venceu a decisão por 1 a 0, na prorrogação, e voltou ao topo do futebol mundial após 16 anos.

 

O gol do título foi marcado por Ferran Torres, na segunda etapa da prorrogação. Apesar da superioridade apresentada durante o confronto, a Espanha encontrou dificuldades para transformar o controle da partida em vantagem no placar durante o tempo regulamentar.

 

A situação da Argentina ficou mais complicada no fim da segunda etapa, quando Enzo Fernández foi expulso. Com um jogador a mais, a equipe espanhola manteve a pressão durante o tempo extra até conseguir definir a final.

 

A conquista representou o segundo título mundial da história da Espanha. A primeira taça havia sido levantada em 2010, na África do Sul, quando a Fúria venceu a Holanda por 1 a 0, também na prorrogação.

 

A Argentina, campeã em 2022, terminou a edição de 2026 com o vice-campeonato na "última dança" de Lionel Messi, que se despede da competição após seis copas do mundo disputadas. 

 

O JOGO
A Seleção Espanhola começou a partida à sua maneira: controladora e impondo protagonismo na posse de bola. Foi exatamente dessa forma que chegou ao primeiro lance de perigo. Aos quatro minutos, Lamine Yamal tabelo com Dani Olmo pela direita e na devolução do camisa 10, chutou para a defesa de Emiliano Martínez. A bola acabou desviando em Lisandro Martínez, mas o arqueiro argentino defendeu sem sustos. 

Espanha volta a assustar

Pelo meio, Fabian Ruiz recebeu de costas, e rolou para o meio onde encontrou Oyarzabal livre. O artilheiro espanhol dominou e chutou forte, mas Dibu Martínez defendeu sem espalmar aos 38 minutos. 

SÓ DÁ ESPANHA!
Livre pela esquerda, Cucurella recebeu com liberdade e ajeitou o corpo para chutar em direção ao gol da Argentina, mas a bola foi para fora aos 42 minutos. 

 


A Espanha, apesar de sair sem o gol, foi superior à Argentina na primeira etapa | Foto: Divulgação / Fifa

 

SEGUNDO TEMPO
A Espanha seguiu dominante assim como terminou a primeira etapa. No primeiro lance de perigo, Paredes bobeou na defesa, Baena recuperou a bola fica ajeitou o corpo e chutou de fora da área para o gol, mas Dibu Martínez ficou com ela com menos de um minuto. 

Dani Olmo quase abre o marcador!

Aos 63 minutos, Dani Olmo recebeu pelo meio livre, ajeitando para bater forte de fora da área. No chute, Martínez espalmou, Pedri tentou alcançar mas a bola saiu da defesa argentina. 

Ferran torres chega com perigo
Yamal driblou dois dois marcadores, disparou até a linha de fundo e lançou na área para Ferran Torres, que aos 21 minutos, subiu alto e cabeceou, mas Martínez ficou com a bola novamente. 

Martínez mais uma vez!
Envolvendo a defesa argenina, a Espanha mais uma vez trocou uma série de passes na jogada de ataque até a bola morrer nos pés de Pau Cubarsí. O zagueiro arriscou um chute de longe e Martínez espalmou; Merino tentou alcançar, mas apenas evitou a saída da bola aos 31. 

Ferran Torres volta a assustar
Aos 86, Merino achou Ferran Torres avançando na profundidade. O camisa 7 recebeu e chutou cruzado em direção a Martínez, que espalmou e defendeu mais uma. 

Nico Williams perde chance de matar o jogo

Já nos acréscimos da partida, a Argentina desperdiçou um lance de ataque até a bola parar nos pés de Nico Williams, que sozinho disparou o campo todo e experimentou uma bomba para o gol, mas Dibu Martínez, mais uma vez, defendeu. 

Yamal quase faz o gol do título de falta
No último minuto, Yamal foi o responsável por cobrar a última falta do tempo regulamentar, próxima à área. No chute, o camisa 19 pegou bem, mas Dibu Martínez defendeu. 

PRORROGAÇÃO

Nico Williams foi o nome do jogador que mais uma vez deu perigo ao gol argentino, com a Espanha ainda superior na partida. Ainda no início, Pedri encontrou Williams entrando na área para raspar de cabeça e Dibu Martínez mais uma vez salvar, espalmando para a direita.

GOL ANULADO!

Mais uma vez pressionando, a Espanha chegou ao ataque e, após a bola permanecer viva dentro da área, Nico Williams finalizou para o gol. O lance, porém, foi anulado pelo árbitro, que assinalou falta de ataque após um pisão de Mikel Merino no pé de Otamendi.

Merino desperdiça mais uma chance

Nico Williams recebeu pelo lado esquerdo, dominou a bola e levantou na área. Merino se antecipou da marcação e desviou de cabeça, mas mandou para fora aos 102. 

GOL DA ESPANHA!

Na retomada da segunda etapa da prorrogração, a Espanha enfim abriu o marcador com Ferran Torres. Nico Williams escorou o cruzamento de Pedro Porro para o camisa 7, que encheu o pé e mandou um foguete para o fundo da rede. 

ISOLOU, SIMEONE!
Nos acréscimos da prorrogação, Messi cobrou escanteio e a bola sobrou nos pés de Simeone, que pegou de primeira e isolou a bola, perdendo a chance de empatar para os argentinos.

FICHA TÉCNICA
Espanha 1 x 0 Argentina — Final da Copa do Mundo de 2026
Data: 19 de julho de 2026
Horário: 16h, pelo horário de Brasília
Local: MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey, nos Estados Unidos
Transmissão: TV Globo, SporTV, Globoplay, ge tv, SBT, NSports e CazéTV
Árbitro: Slavko Vincic, da Eslovênia
Assistentes: Tomaž Klancnik e Andra Kovacic, da Eslovênia
VAR: Bastian Dankert, da Alemanha
Cartões amarelos: Lisandro Martínez, Romero, Paredes, Enzo Fernandez (Argentina) 
Cartão vermelho: Enzo Fernandez (Argentina)
Gols: Ferran Torres (Espanha)

Espanha: Unai Simón; Pedro Porro, Laporte (Eric García), Cubarsí e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Mikel Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Williams) e Mikel Oyarzabal (Ferran Torres). Técnico: Luis de la Fuente.

Argentina: Emiliano Martínez; Montiel (Molina), Cristian Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Nico Gonzáles (Paredes), De Paul (Simeone), Enzo Fernández e Mac Allister; Lionel Messi e Julián Álvarez (Senesi). Técnico: Lionel Scaloni.


Do Portal Bahia Notícias/Por Thiago Tolentino/Foto: Divulgação / Fifa



Mortes por terremotos na Venezuela chegam a 5.208

O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 5.208, segundo balanço divulgado neste domingo (19) pelo presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez. O total representa um aumento de 89 vítimas em relação ao relatório de sábado, quando haviam sido registradas 5.119 mortes. O número de feridos permaneceu estável em 16.740.

 

Os novos óbitos foram contabilizados mais de três semanas após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5, que devastaram principalmente o estado costeiro de La Guaira, próximo a Caracas. Equipes de resgate e voluntários continuam trabalhando na busca por corpos sob os escombros de prédios que desabaram.

 

De acordo com os dados oficiais, mais de 850 edifícios sofreram danos e 190 desabaram completamente. Em La Guaira, mais de 20 mil pessoas seguem vivendo em acampamentos improvisados montados em estádios, praças e até nas calçadas.

 

As autoridades venezuelanas não divulgaram um número oficial de desaparecidos. A Organização das Nações Unidas (ONU) estimou, dois dias após os abalos sísmicos, que o total poderia chegar a 50 mil pessoas, enquanto outras projeções apontam para algo em torno de 10 mil desaparecidos.


Do Portal Bahia Notícias/Foto: Prensa Presidencial


INSS aumenta idade mínima em regra de transição da aposentadoria; veja o que muda

Quem está se preparando para pedir a aposentadoria pelo INSS precisa ficar atento às mudanças previstas nas regras de transição da Reforma da Previdência. A Emenda Constitucional 103, de 2019, determinou que alguns critérios fossem ajustados automaticamente todos os anos, elevando gradualmente as exigências para parte dos segurados.

As regras de transição da Reforma da Previdência passaram por uma nova atualização que vale desde 1º de janeiro de 2026. Com isso, trabalhadores que pretendem solicitar a aposentadoria pelo INSS precisam cumprir uma idade mínima maior em algumas modalidades.

Entre os modelos existentes, um dos que mais sofre alterações anuais é a Regra da Idade Mínima Progressiva. Nessa modalidade, o tempo mínimo de contribuição permanece o mesmo, mas a idade exigida aumenta seis meses a cada ano.

Para quem pretende solicitar a aposentadoria, as exigências atuais são de 59 anos e seis meses de idade, além de 30 anos de contribuição, para as mulheres. Já os homens precisam ter 64 anos e seis meses de idade e, no mínimo, 35 anos de contribuição.

Essa regra não vale para todos os segurados. Ela é destinada apenas às pessoas que já contribuíam para o INSS antes da entrada em vigor da Reforma da Previdência, em novembro de 2019, e que acumulam um longo período de contribuições, mas ainda não atingem a idade prevista nas regras permanentes para a aposentadoria.

Além da idade mínima progressiva, outra modalidade de transição também sofreu alteração. A Regra dos Pontos, que considera a soma da idade com o tempo de contribuição, passou a exigir 93 pontos para as mulheres e 103 pontos para os homens.

Já as regras de Pedágio de 50% e Pedágio de 100% continuam sem mudanças nos critérios. A primeira permanece destinada aos trabalhadores que, em 2019, estavam a até dois anos de cumprir os requisitos para se aposentar. A segunda exige o cumprimento do dobro do tempo que faltava na época da reforma, além da idade mínima de 57 anos para mulheres e 60 anos para homens.

A principal diferença entre a Regra da Idade Mínima Progressiva e a aposentadoria por idade prevista na regra permanente está no critério utilizado para conceder o benefício.

Na regra geral, a prioridade é a idade do segurado. As mulheres precisam ter 62 anos e os homens, 65 anos. O tempo mínimo de contribuição é de 15 anos para as mulheres e também para os homens que já estavam inscritos no INSS antes da reforma. Para quem começou a contribuir apenas após novembro de 2019, a exigência para os homens sobe para 20 anos. Nessas situações, a idade mínima permanece fixa.

Já na regra de transição da idade progressiva, o objetivo é beneficiar quem possui uma longa trajetória de contribuições. Em troca da possibilidade de se aposentar antes da idade prevista na regra geral, o trabalhador precisa cumprir um período maior de contribuição: 30 anos para mulheres e 35 anos para homens, além da idade mínima progressivamente elevada a cada ano.

Do Portal Calila Notícias/Fonte: Correio