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terça-feira, 18 de agosto de 2026

População barroquense acompanha e se emociona na despedida de Seu Maciel

Imagens Aloísio Bahia e Niely Queiroz

Barrocas se despediu na manhã do domingo (16) do comerciante José Maciel Lopes de Queiroz, o Seu Maciel, que faleceu no sábado (15), aos 82 anos, no Hospital Geral Clériston Andrade, em Feira de Santana. Uma multidão acompanhou os últimos momentos da despedida, desde o velório realizado na residência da família, na região da Praça Miguel Ferreira, até o cortejo pelas ruas da cidade e o sepultamento no Cemitério Municipal.

A repórter Niely Queiroz, do JNV, acompanhou o cortejo, que saiu da residência de Seu Maciel e passou pela Avenida Antônio Pedro da Mota. Familiares bastante emocionados foram acompanhados por moradores de diferentes gerações e segmentos da sociedade. Pessoas simples, comerciantes, crianças, lideranças comunitárias e autoridades se juntaram à despedida. Ex-prefeitos, vereadores, secretários e representantes políticos de Barrocas e de municípios da região também estiveram presentes, independentemente das diferentes correntes políticas.

Em frente ao comércio que ajudou a construir ao longo de décadas, houve um dos momentos de maior emoção. O filho Almir Maciel, atual prefeito de Barrocas, falou por alguns minutos, agradeceu ao pai por tudo que representou para a família e manifestou o desejo de que ele estivesse em um bom lugar, por ser um bom homem. A despedida ocorreu justamente diante de um dos símbolos da trajetória de Seu Maciel, iniciada ainda com uma pequena venda e que, com o passar dos anos, se transformou em uma história ligada ao desenvolvimento do comércio local.

A grande presença popular refletiu uma característica frequentemente atribuída a Seu Maciel por quem conviveu com ele: a simplicidade e a disposição para ajudar. Mesmo aos 82 anos, ele mantinha a rotina de participar diariamente do funcionamento do mercado da família. No domingo, Barrocas interrompeu parte de sua rotina para acompanhá-lo pela última vez. Ficaram a família, os empreendimentos que ajudou a construir e, principalmente, as lembranças acumuladas ao longo de décadas de convivência com a população. Como resumiu em versos o aboiador Gabriel: “Morre o homem, fica o nome, o legado que deixou.”


@ Nossa Voz - Da Redação / Colaborou Niely Queiroz

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