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segunda-feira, 3 de agosto de 2026

Morador que vive ao lado da mineração há quase 60 anos tranquiliza população sobre estrondos em Barrocas

O senhor domingo se criou na região, trabalhou na mina e hoje tem dois filhos na operação
Fotos Rubenilson Nogueira 

Os recentes estrondos provocados pelas detonações realizadas na mineração do ouro na Fazenda Brasileiro voltaram a despertar preocupação entre moradores de comunidades rurais de Barrocas. Na última semana, o Jornal A Nossa Voz recebeu relatos de moradores da Barreira e da Coalhada que disseram ter ouvido explosões mais intensas, levantando dúvidas e até receios sobre possíveis riscos. As comunidades mais próximas da área de exploração são Brasileiro, Sossego, Barra e Periquito.

A atividade mineradora faz parte da história de Barrocas desde a década de 1980. A exploração do ouro começou sob a operação da Vale do Rio Doce, e, ao longo dos anos, passou por diferentes empresas, sendo atualmente conduzida pela chinesa CMOC. Durante boa parte desse período, a extração ocorreu no subsolo, mas nos últimos anos também passou a contar com operações a céu aberto, tornando as detonações mais perceptíveis para quem vive nas comunidades vizinhas.

Diante da repercussão do assunto, a reportagem conversou com o morador Domingo Carneiro Queiroz, conhecido como Du do Sossego. Aos 65 anos, ele mora na comunidade desde os seis anos de idade, trabalhou cerca de dois anos e meio na mineração, tanto na operação subterrânea quanto na área a céu aberto, e atualmente tem dois filhos empregados na empresa. Segundo ele, a diferença percebida pela população está justamente nas detonações realizadas na superfície. “O pessoal está ouvindo mais porque agora tem detonação no céu aberto. O estrondo é maior, mas isso não significa que exista perigo para quem mora nas comunidades”, afirmou.


Morador quis falar sobre o assunto, após ouvir relatos de pessoas preocupas ,a Rádio A Nossa Voz
Durante uma entrevista com o jornalista Rubenilson Nogueira, Du comentou sobre os temores que surgiram entre parte da população, como a possibilidade de rachaduras ou até de o solo ceder. Baseado na experiência de quem vive próximo à mina há décadas, ele afirmou nunca ter presenciado situações desse tipo. “Moro praticamente ao lado da mineração desde menino e nunca vi acontecer nada disso”, relatou.

O morador explicou ainda que as detonações subterrâneas produzem um impacto sonoro bem menor que as realizadas a céu aberto e disse que, durante o período em que trabalhou na empresa, acompanhou os procedimentos adotados antes das explosões. Segundo ele, sempre existiram protocolos de segurança para os trabalhadores e, em sua experiência, nem mesmo os animais costumam apresentar comportamento de pânico durante as detonações.

Embora o depoimento não tenha caráter técnico, a fala de Du apresenta a visão de quem convive há décadas com a atividade mineradora e busca tranquilizar moradores que ficaram apreensivos após os recentes estrondos. A reportagem reforça que eventuais esclarecimentos técnicos sobre a operação e seus impactos cabem à empresa responsável e aos órgãos competentes.

@ Nossa Voz - Da Redação
Colaborou Rádio A Nossa Voz
Rubenilson Nogueira
Contato 75 99189-6185

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