O senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado e pré-candidato à reeleição, voltou ao centro das atenções nesta quinta-feira (18) após ser alvo de uma ação da Polícia Federal relacionada às investigações sobre o Banco Master.
Aos 75 anos, Wagner é considerado um dos aliados mais próximos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ex-governador da Bahia por dois mandatos, entre 2007 e 2014, também ocupou ministérios importantes nos governos Lula e Dilma Rousseff, além de ter participado da fundação do PT e da CUT na Bahia.
Antes de ingressar na política institucional, destacou-se como líder sindical no Polo Petroquímico de Camaçari. Durante o regime militar, chegou a ser monitorado pelos órgãos de informação e teve sua contratação para um estágio na Petrobras vetada por conta de sua militância política.
Em 2018, Wagner desistiu de disputar a Presidência da República após ser alvo da Operação Cartão Vermelho, que investigava supostos repasses irregulares ligados à Arena Fonte Nova. Na época, a Polícia Federal apontou suspeitas de recebimento de propina e doações, acusações negadas pelo petista. A operação acabou anulada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região em 2019 por questão de competência judicial.
Reconhecido pelo perfil conciliador e pela capacidade de diálogo, Wagner construiu uma longa trajetória política, sendo apontado como um dos responsáveis pelo fim da hegemonia do grupo carlista na Bahia ao vencer a eleição para governador em 2006.
Do Portal Ailton Pimentel/Lula e Jaques Wagne – Foto: Google Imagens

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