Mais de sete décadas após um dos episódios mais marcantes da história da aviação militar na Bahia, o mar de Boipeba voltou a revelar memórias do passado do Brasil. Pescadores locais localizaram ainda nesta terça-feira (31) destroços que pertencem ao avião da Força Aérea Brasileira (FAB) registrado em um acidente na região na manhã de 11 de julho de 1952, na região onde hoje fica em Cairu.
O achado reacende a memória de um evento que mobilizou a então pequena vila de 500 habitantes e transformou simples pescadores em heróis nacionais reconhecidos pelo Ministério da Aeronáutica. Confira a postagem do achado:
Testemunhas da época relataram que uma das asas soltava fumaça enquanto a aeronave passava perigosamente perto da Praia do Outeiro. O impacto ocorreu a cerca de 200 metros a leste das piscinas naturais.
O estrondo, descrito na época como "assustador", mobilizou os homens da vila, que não hesitaram em lançar suas canoas ao mar para o resgate.
Em uma operação improvisada e braçal, os pescadores conseguiram retirar 20 pessoas da água, transportando-as até a Praia da Cueira. Ali, o Dr. Mustafá, médico vindo de Valença, no baixo sul da Bahia, prestou os primeiros socorros.
A localização dos destroços por pescadores atuais fecha um ciclo histórico. O material encontrado serve como um monumento submerso à solidariedade da comunidade de Boipeba, que em 1952, mesmo com recursos limitados, deu uma lição de coragem ao país.
Em um registro que ficou registrado no jornal "A Noite" do Rio de Janeiro, no acervo da BN Digital, são revelados alguns detalhes do acidente, a busca pelo resgate e a mobilização das bases aéreas da Bahia pela cidade de Salvador e de Pernambuco pela capital Recife.
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Matéria publicada registrada na Biblioteca Nacional Digital | Fotomontagem: Arianne Ribeiro e Ronne Oliveira /
Bahia Notícias

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