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| O delivery existia há muito tempo atrás, só que ninguém falava” - Foto Rubenilson Nogueira |
A rotina começa cedo para o conhecido Edi do Leite, figura popular de Barrocas. Aos 43 anos, ele mantém uma tradição passada de geração em geração: acordar ainda de madrugada para tirar leite, cuidar do gado e fazer entregas de porta em porta pela cidade. O bate-papo aconteceu na quarta-feira, 20 de maio, durante o quadro Giro pela Cidade, da Rádio A Nossa Voz, apresentado pelo radialista Rubenilson Nogueira.
Durante a entrevista, Edi contou que a atividade atravessa gerações em sua família. “Esse trabalho do leite vem passando de pai para filho, do tempo do meu avô. Meu pai vendia e agora passou para mim”, afirmou. Segundo ele, a ligação com o trabalho começou ainda na infância. “Comecei a tirar leite com sete anos de idade”, relembrou.
A rotina diária começa cedo. Edi contou que acorda por volta das 4h30 da madrugada para cuidar do gado e iniciar a retirada do leite. Após o trabalho na roça, ele segue para a cidade realizando as entregas de porta em porta. Acostumado com o horário, revelou que já desperta naturalmente no mesmo horário todos os dias. “Já estou com o relógio na cabeça. Quando dá o horário, acorda”, disse.
Em meio à conversa, o leiteiro fez uma comparação que chamou atenção ao relacionar a profissão tradicional dos leiteiros com os atuais serviços de entrega. “O delivery existia há muito tempo atrás, só que ninguém falava”, afirmou. Em outro trecho, completou: “O delivery do leite não foi essa galera que inventou o delivery agora, não. Já vem de muito tempo”.
Além de tirar o leite e cuidar do gado, Edi também realiza sozinho as entregas diárias. Segundo ele, atualmente distribui entre 45 e 50 litros por dia, dependendo das condições do pasto e do período de chuva. Mesmo com a rotina cansativa, garantiu que gosta do que faz e segue firme no trabalho que aprendeu ainda criança ao lado do pai.
@ Nossa Voz - Por Rubenilson Nogueira

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