A iniciativa foi articulada pela pastora e ativista Gicélia Cruz, que reuniu lideranças religiosas e mulheres de diferentes denominações evangélicas para marcar a presença do segmento na luta contra o feminicídio e outras formas de violência contra a mulher.
Segundo as organizadoras, a caminhada também pretende chamar atenção para dados de pesquisas recentes que apontam altos índices de violência doméstica entre mulheres que se identificam como evangélicas ou católicas, reforçando a necessidade de discutir o tema também no ambiente religioso.
De acordo com a pesquisa Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil, realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto Datafolha, 42,7% das mulheres que se identificaram como evangélicas sofreram algum tipo de agressão por parte de companheiro ou ex-companheiro, assim como 35,1% das que se identificaram como católicas.
Além da caminhada, o grupo pretende realizar outras atividades ao longo do ano, como palestras e oficinas em escolas e igrejas, encontros com famílias evangélicas e rodas de conversa em comunidades. A proposta é estimular o reconhecimento de situações de violência, fortalecer redes de apoio e promover mudanças de comportamento dentro e fora das igrejas.
Do Portal Bahia Notícias/Foto: Reprodução

Nenhum comentário:
Postar um comentário